A guerra silenciosa durou dois anos
De dezembro de 2019 a dezembro de 2021. Foi todo o tempo que Eles necessitaram para nos aniquilar, queimar nossos livros, torturar nossos familiares, além de matar milhões de inocentes que nada tinham a ver com nenhum dos lados. Serviram apenas como portadores do mal que nos aniquilava.
Quando não era o vírus, eram as armas.
Os boatos são que isso vinha sendo planejado há décadas, com pequenas tentativas esparsas: África, Ásia, aqueles lugares genéricos aos quais nos referimos pelos nomes de continentes e grandes regiões. Ebola, gripe aviária ou mesmo a muito extinta vaca louca. Dados sendo captados, pensados, computados, melhorados até a sua excelência em transmissão, especialmente entre os de nossa espécie.
Eu digo espécie na falta de um termo melhor. Eles dizem "nosso Tipo", mas me recuso a usar qualquer termo que Eles tenham inventado.
A epidemia foi eficiente: se espalhava rapidamente pelo ar, pelo contato. Com mortalidade em torno de 1,5% entre a espécie humana, entre "nossa espécie" atingiu 80%, e como os adormecidos não separam as contas, a confusão foi grande. Quem não foi levado pelo vírus, foi levado pelos lasers, pelos silenciosos drones negros, pelos homens de preto ou ainda pelos agentes sanitários, médicos e enfermeiros que estavam às serviço dO outro lado.
Nas ruas vazias à noite fomos expulsos de nossos lares e caçados. Os lobos foram ainda mais atingidos: nem mesmo seus corpos capazes de levar tiros e levantar carros foram páreos. HOJE ELES ESTÃO EXTINTOS.
Os mortos vivos continuam andando. Até ponde sei o vírus em si não os atacou, no entanto Eles não deixaram de caçá-los e derrubá-los, ao menos os mais fracos. os gigantes continuam por trás das cortinas manipulando o mundo.
Ontem eles pegaram Lorena, que foi vacinada e estava de cama há 6 meses. Eu sai apenas para comprar pão quando vi os drones passando pela esquina. Num último ato de vontade ela queimou o prédio todo e todos os que vieram atrás dela. O fogo durou dias, alimentado por Eles, para ter certeza de que NADA havia escapado.
Estou deixando esta mensagem na esperança que algum dos nossos possa reconhece-la no futuro, adentrar este lugar santo e desfrutar de tudo o que levamos decadas para construir.
Contem nossas histórias para seus filhos e os filhos de seus filhos. Eles não podem vencer, se na verdade não morremos...
T.
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